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Pedaços de História

Setembro 11, 2017

Pedro Rodrigues

1113:

Restauração da diocese do Porto e sagração episcopal do arcediago Hugo de Compostela, fiel clérigo do arcebispo de Santiago, Diego Gelmírez.

 

1115:

Participação de D.ª Teresa, viúva do conde Dom Henrique, na cúria régia de Leão.

Isenção da diocese do Porto em relação à metrópole bracarense.

 

1116:

O Bispo do Porto obtém da cúria papal a colocação da diocese de Lamego sob a sua administração.

 

1117:

Invasão almorávida que ameaçou gravemente Coimbra e os seus domínios. Os Mouros forçaram os habitantes do Castelo de Soure, que defendia a cidade pelo sul, a abandonar o lugar, tomaram Miranda do Corvo e o Castelo de Santa Eulália, a jusante de Montemor-o-Velho.

D.ª Teresa começa a usar nos documentos o título de "rainha".

 

1118:

Eleição como arcebispo de Braga de Paio Mendes, proveniente da nobreza portucalense. Depois de um período em que as principais dioceses portuguesas foram entregues a bispos franceses, os altos postos da Igreja passam a ser confiados a clérigos pertencentes às famílias nobres da região.

 

1120:

Concessão papal de direitos sobre dioceses da antiga Lusitânia ao arcebispo de Compostela. Este facto levou a intermináveis questões entre Braga e Compostela, que haviam de prolongar-se durante quase toda a Idade Média.

 

1121:

Início do desempenho de funções governativas no Condado Portucalense por Fernão Peres de Trava, membro eminente da nobreza galega. Desempenhou funções militares de vigilância junto à fronteira muçulmana e tera vivido maritalmente com D.ª Teresa. O seu papel preponderante na corte portucalense afastou dela os principais membros da nobreza nacional, acentuou a oposição do arcebispo de Braga, grande adversário de Diego Gelmírez, e acabou por suscitar a revolta aberta dos barões portucalenses quando estes obtiveram o apoio do infante Afonso Henriques.

Invasão e saque de Portugal pelas tropas de D.ª Urraca e de Diego Gelmírez. Este facto foi de grande humilhação para D.ª Teresa, que teve de recuar e de se refugiar no Castelo do Lanhoso, onde acabou por se submeter a sua irmã D.ª Urraca.

Viagem do arcebispo de Braga a Roma para defender os seus direitos contra o arcebispo de Compostela. Em Junho de 1121 conseguia o reconhecimento papal dos direitos metropolíticos sobre as dioceses de Viseu, Lamego e Idanha que pertenciam anteriormente à província de Mérida, e que deviam ser, por isso, teoricamente sufragâneas de Compostela. No regresso da sua viagem, Paio Mendes foi preso por D.ª Teresa, conseguindo a sua libertação graças à intervenção do papa.

Afastamento da corte de D.ª Teresa dos representantes das mais poderosas e prestigiadas famílias nobres do Condado Portucalense, nomeadamente os senhores de Sousa (Soeiro e Gonçalo Mendes), os de Ribadouro (Ermígio, Egas e Mendo Moniz), da Maia (Paio Soares), e ainda Sancho Nunes de Barbosa, um nobre de origem galega, todos favorecidos pelo conde Dom Henrique com cargos da maior confiança.

 

1122:

Casamento de Urraca Henriques, filha de Dom Henrique e de D.ª Teresa, com Bermudo Peres de Trava, membro da poderosa família nobre dos Travas da Galiza.

 

1125:

Data provável da investidura de Dom Afonso Henriques, armado cavaleiro em Zamora.

 

1126:

Morte de D.ª Urraca e coroação de Afonso Raimundes como rei de Leão e Castela.

 

1127:

Acordo de Paz por tempo determinado entre D.ª Teresa, Fernão Peres de Trava e Afonso VII em Zamora.

Afonso VII invade a Galiza e submete as forças de D.ª Teresa, que recusava prestar-lhe serviços de vassalagem e pretendia exercer autoridade sobre Portugal e o condado de Toronho.

Cerco de Guimarães por Afonso VII com o objectivo de exigir de Dom Afonso Henriques a prestação de serviços de vassalagem. A oposição deste aos invasores contou com a colaboração empenhada dos nobres portucalenses, facto que contrastou com a passividade de Fernão Peres de Trava.

Conquista por Afonso Henriques dos castelos de Neiva e Feira, na terra de Santa Maria, a sua mãe D.ª Teresa.

 

1128:

Tentativa de pacificação entre D.ª Teresa, Fernão Peres de Trava e a nobreza portucalense revoltada.

Batalha de São Mamede. Este confronto decisivo saldou-se pela vitória de Dom Afonso Henriques e dos barões portucalenses, que rejeitaram a autoridade dos Travas no condado e escolheram o infante para seu chefe. A facção vitoriosa, ao afastar Fernão Peres e D.ª Teresa, recusava-se a aceitar a política da alta nobreza galega e do arcebispo de Compostela e reclamava a inviabilidade de um reino que englobasse a Galiza e Portugal.

 

Fonte: "HISTÓRIA DE PORTUGAL EM DATAS", do Círculo de Leitores.

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