Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Páginas de estórias e da História

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa!

Páginas de estórias e da História

Um blog sobre tudo e mais alguma coisa!

Comunidade, infância e família nos palcos do Teatro Nacional São João

Setembro 08, 2017

Pedro Rodrigues

Meia dúzia de estreias em vinte produções, entre as quais está o regresso de criações internacionais, fazem o calendário dos vários palcos do Teatro Nacional São João até ao final do ano. A relação com a comunidade, a família e infância são temas denominadores comuns do programa, que foi divulgado ontem no Porto.

O palco da apresentação foi o Teatro Carlos Alberto, sala que desde 2003, e após uma grande remodelação assinada pelo arquitecto Nuno Lacerda Lopes, integra os equipamentos do teatro nacional portuense. Uma escolha que não foi ao acaso, antes motivada pelo facto de esta casa assinalar este ano o seu 120º aniversário.

Inaugurado a 14 de Outubro de 1897, o Carlos Alberto tornou-se o teatro popular da cidade, acolhendo teatro, circo, operetas, zarzuelas e depois também cinema.

A assinalar também o aniversário, o TeCA expõe, até 30 de Setembro, Teatro de rua, uma selecção de cartazes que documenta o capítulo mais recente da sua história. "É interessante ver a quantidade de coisas que aí acontecem: teatro de reportório, teatro estrangeiro, marionetas, dança, música, um imenso elenco de criadores, o que mostra não existir qualquer hierarquização de qualidade em relação ao palco do São João", comenta, em declarações ao PÚBLICO, Nuno Carinhas, director artístico do TNSJ, referindo-se à actividade do TeCA.

Este vai ser, de resto, o palco com que o TNSJ se associa ao 4º MEXE - Encontro Internacional de Arte e Comunidade (18 a 24 de Setembro). Cidade: Corpo colectivo é o tema de um programa promovido pela associação Pele e dirigido por Hugo Cruz, que reúne produções teatrais internacionais, cinema, workshops e um Encontro Internacional de Reflexão sobre Práticas Artísticas Comunitárias. O MEXE corporiza aquilo que Nuno Carinhas identifica como "uma abertura à cidade e ao teatro da comunidade", que permanece uma das linhas identitárias do TNSJ. "E não deixa de ser uma curiosidade interessante que, por simples acaso, porque este programa já estava agendado há muito tempo, ele vá decorrer em época de campanha eleitoral autárquica, momento especialmente oportuno para debater a cidade, e o papel do teatro na comunidade", nota o director artístico do TNSJ.

Carinhas acrescenta a família e a infância como os outros dois temas dominantes na programação do primeiro quadrimestre da nova temporada. E destaca nela uma das estreias anunciadas, Retrato de Família (TeCA, 12 de Outubro), uma encenação de Manuel Tur com base nos textos O Pelicano, de Strindberg, e Tatuagem, de Dea Loher - "duas obras que distam quase um século e nos lançam no epicentro de redutos familiares que, em vez de se oferecerem como lugares de afectividade e segurança, se revelam opressivos espaços de enclausuramento", escreve o director artístico no programa.

 

É também no eixo temático da família que Carinhas arruma as produções Quem Tem Medo de Virgínia Woolf (TNSJ, 14 de Setembro), Email (desta tua mãe que tanto te ama) (Mosteiro São Bento da Vitória, 20 de Outubro) e A Promessa (TNSJ, 16 de Novembro). A primeira é uma nova versão do clássico de Edward Albee, com encenação de Diogo Infante, que, tendo tido estreia em Abril, em Lisboa, percorre agora o país em digressão. Infante divide também o papel de protagonista com a actriz Alexandra Lencastre.

E o director do TNSJ assinala aqui uma espécie de "rima" com a nova produção do Ensemble, A Grande Vaga de Frio, que Luísa Costa Gomes adaptou de Orlando, de Virgínia Woolf, peça para a voz de Emília Silvestre, numa encenação de Carlos Pimenta - a estreia acontecerá em Lisboa (CCB, 12 de Outubro), chegando ao TeCA a 10 de Novembro.

Monólogo para uma actriz (Anabela Faustino) é também Email, reposição de um texto de Jacinto Lucas Pires, uma "comédia agridoce", carta de amor de uma mãe a um filho morto, estreado em 2015 em Estarreja.

A 16 de Novembro, chega ao São João um dos acontecimentos desta temporada, a reencenação de A Promessa, de Bernardo Santareno, que teve estreia no Porto em 1957, pela mão de António Pedro e do seu TEP (Teatro Experimental do Porto).

"Convidei o João Cardoso, e ele propôs-me o Bernardo Santareno; achei um desafio corajoso, uma proposta irrecusável", diz Carinhas, lembrando a importância deste autor, que vê como "um dos dramaturgos modernistas mais importantes, com o seu teatro sacrificial".

A pensar no imaginário da infância está a reposição de  (TNSJ, 13 de Dezembro), um musical encenado por Carinhas, texto de Regina Guimarães e música dos Clã, que esgotou o TeCA durante mais de três semanas em Janeiro. "Foi uma produção muito feliz, e arriscamos este salto para uma sala maior", diz o encenador sobre a transposição de  para o palco do São João.

Também na expectativa de voltar a "maravilhar meninos e sisudos senhores grandes", José Caldas retoma um seu espectáculo de 1979, Ou Isto Ou Aquilo, um recital de poesia (de Cecília Meireles) e música (de Luís Pedro Fonseca), com Lena d'Água.

Novidade neste calendário é o regresso de produções internacionais: O Mal-Entendido (TNSJ, 19 de Outubro), uma versão para marionetas da peça homónima de Camus, uma tragédia moderna sobre o tema do filho pródigo, chega da Áustria, numa produção da Schauspielhaus Graz, com encenação de Nikolaus Habjan.

Este O Mal-Entendido surge no meio do acolhimento que o TNSJ faz de duas produções do Festival Internacional de Marionetas do Porto (13 a 29 de Outubro), com a co-produção com o Teatro de Ferro, Marionetas Tradicionais de um País que Não Existe, história de "um ataque amorista" encenada por Igor Gandra; e Phobos (MSBV, 18 de Outubro), de Gustavo Costa, crítica às novas tecnologias vistas como uma Orquestra Robótica Disfuncional.

Entre as outras propostas dos vários palcos do TNSJ até ao Natal, há ainda a parceria com Serralves no acolhimento de uma das criações da coreógrafa suíça Alexandra Bachzetsis, Private Song (TNSJ, 13 de Outubro), um dia depois de a fundação receber Private: Wear a mask when you talk to me, duas maneiras de questionar a relação do espectador com os corpos em movimento.

E já na próxima semana (MSBV, 16 de Setembro) começa a mostra Ocupação - Dias Hábiles, dirigida por Alfredo Martins: são dois espectáculos, um filme documental (Manoel Congo) e duas oficinas sobre o tema da imigração e a crise dos refugiados.

 

Texto de Sérgio C. Andrade para o jornal "PÚBLICO" de 8 de Setembro de 2017.

Uma sugestão para a aldeia das duas letras!

Setembro 08, 2017

Pedro Rodrigues

Há festa na aldeia.jpg

Quem por aqui já ouviu falar em Ul?! Assim mesmo... UL... para não haver enganos ou confusões com ui! Realiza-se amanhã e domingo, no Parque Molinológico de Oliveira de Azeméis, mais uma edição do "Há Festa na Aldeia" - um projecto de desenvolvimento rural dinamizado pela ATA - Associação de Turismo de Aldeia, em parceria com as Associações de Desenvolvimento Local.

Assenta a sua estratégia na teoria da mudança, um processo que propõe a dinamização dos lugares através dos seus habitantes, contrariando a tendência de promoção turística desincorporada da sua gente, associações locais e municípios.

Ao tradicional juntamos temperos novos, contemporâneos, que lhe conferem um sabor mais fresco, renovado. Deste modo, cumpre-se o objectivo de reforçar economicamente estas regiões, promover o emprego e a competitividade da região, desenvolver o turismo e melhorar os serviços sociais e culturais, sempre com foco na valorização dos patrimónios rural, natural e paisagístico.

 

Principais destaques do "Há Festa na Aldeia" em Ul:

AMANHÃ:

Passeio, encontro e exposição de motorizadas antigas - a partir das 10h00.

Chegada da Galinha a Ul, às 11h30 - uma instalação feita com a população local.

Abertura oficial da Exposição de Galinhas de Alex Ten Napel. Acompanhada de canto lírico com Margarida Neto e José Borges no piano - Auditório do Parque Molinológico.

Às 12h00, abertura do Mercado da Aldeia.

A partir das 14 horas, actuações dos Bugalhos, Cavaquinhos da Universidade Sénior de Oliveira de Azeméis, Rancho Folclórico de Cidacos - Oliveira de Azeméis, Kopirocas "Leo, Belita & Filhos Magic", Rancho Folclórico "As Padeirinhas de Ul", Rancho Folclórico "Cravos e Rosas" de Ul e os Kumpania Algazarra (às 22h30).

Às 17h30, a contadora de Histórias da Aldeia, Célia Ramos, vai estar no núcleo de Travanca do Parque Molinológico.

 

DOMINGO:

Caminhada e treino de Trail Longo do Centro Municipal Marcha & Corrida de Oliveira de Azeméis e a APTM - 10h00.

Às 12h00: abertura do mercado da aldeia com o grupo Tradicordes.

Às 14h00: Baile da Aldeia com os PédeXumbo,

A partir das 15 horas, actuações das Adufeiras das Florinhas de Rio Meão - Santa Maria da Feira, Grupo Folclórico e Etnográfico de Palmaz - Oliveira de Azeméis, Viagem Musical por Portugal com o Teatro em Caixa, Workshop de Cestaria em Papel com Raquel Santos, arruada com os Pantomina, arruada de tambores com a Banda do Curval, Grupo de Percussão da Associação Figueiredo de Rey e Coro da Aldeia de Ul com o Maestro Ivo Brandão.

Às 10h30 há Yoga no Jardim, com Célia Ramos, no Núcleo de Travanca.

No Núcleo de Loureiro, nos dois dias, há passeios de cavalo e jogos tradicionais.

 

Em simultâneo com este programa, decorre o encontro nacional de autocaravanas.

Nos vários núcleos do Parque Molinológico, espalhado pelas margens dos rios Ul e Antuã, decorrem ainda jogos radicais, uma exposição de trajes, tasquinhas para comes e bebes e a Rota do Moleiro - um percurso por todos os núcleos do parque, organizado pelo grupo Jovens de Ul.

 

Um olhar pela edição de 2014...

Como chegar a Ul?!

Nada mais fácil! Vindo de Norte ou de Sul, pela A1, terá de sair no Nó de Estarreja e, após as portagens, virar à direita para Oliveira de Azeméis, utilizando a EN 224. Depois é só seguir até à saída para Ul e, aqui chegado, seguir as indicações que o(a) levarão até ao Parque Molinológico.

Coordenadas GPS: N 40.8139811  W 8.4973011

Em dia de São Paio na Torreira

Setembro 08, 2017

Pedro Rodrigues

Ria de Aveiro.jpg

Hoje é o dia grande da maior romaria da Ria de Aveiro: o São Paio da Torreira. Para assinalar esta efeméride, aqui fica uma imagem daquela que, para mim, é a mais bela região de todo o litoral português. Uma foto captada em Agosto passado, durante a tradicional Regata dos Moliceiros.

 

Foto de: Rialidades

Mais uma Follow Friday

Setembro 08, 2017

Pedro Rodrigues

Bom dia a todos! Mais uma sexta-feira, sinónimo de um fim-de-semana espectacular que vem por aí cheio de sol e com temperaturas muito agradáveis!

 

Esta semana vou sugerir um blog simples, bem disposto e discontraído! Sigam A Desconhecida e não darão por mal empregue o vosso tempo. Por lá irão encontrar os mais variados assuntos, mas nada daquelas chatices que enchem os noticiários das rádios e televisões!

 

Tenham um bom fim-de-semana e continuem a visitar estas páginas, bem como a minha Caixa de Música! :)

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D